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Castelo de Cartas – O Despertar

  • Cláudia
  • 5 de jul. de 2019
  • 4 min de leitura

Olá turminha boa de leitura, hoje venho apresentar a resenha de uma distopia espetacular “Castelo de Cartas – O Despertar”, escrito por Rita Fiacadori, publicado pela Editora Coerência.

Estava bem curiosa e porque não dizer ansiosa para poder desfolhar as páginas desse livro e poder vivenciar em um mundo reorganizado após a terceira guerra mundial, mas, isso se deu depois de séculos do fim da guerra.

Quando o mundo entrou em colapso, após a terceira guerra mundial, as sociedades estabelecidas caíram por terra e esse foi o fim para muitos, mas, não para todos. Outras sociedades foram formadas e várias mudanças ocorreram, principalmente a retomada e aprimoramento na área científica e tecnológica. Países foram reagrupados por pessoas de todo o mundo e uma nova perspectiva de vida foi estabelecida.

O homem passou a tratar a natureza com mais zelo, o ar ficou mais puro e a água era tratada como uma grande joia. Desperdício não mais. A fome foi erradicada, todos tinham o direito à moradia e investiram muito na educação. As pessoas se respeitavam e tratavam com cordialidade e simpatia os povos de outros lugares. Mas, então aqui nós temos uma utopia e não uma distopia, não é mesmo? Isso seria muito bom, se alguns não trilhassem o caminho inverso. A tirania de alguns ainda prevalecia. E será nesse contexto utópico que a nossa heroína Estela, ou melhor, Téo (era assim chamada por todos) imaginou que fosse o reino em que ela vivia, lindo, promissor e muito respeitoso, acontece que as cartas de seu castelo estão caindo, pois foram construídas em terreno arenoso e agora ela terá que continuar forte para descobrir a melhor estratégia para enfrentar o que a espera!

Estela nasceu e foi criada nas dependências do Castelo de Avórdia governado pelo rei Urias. Seu pai Tomas, é o honrado e justo general da guarda e sua mãe uma das conselheiras do rei, é a notável e dedicada Sarah. Desde cedo Estela foi treinada para ser um dos soldados da corte, pois em Avórdia a mulher ocupava os mesmo cargos que os homens. A jovem acreditava que o rei Urias fosse uma das melhores pessoas, justo, abdicado, dedicado e que trabalhava em prol do bem-estar das pessoas do reino, mas o que ela não imagina que uma rede de intrigas orquestrada pelo rei Urias estava sendo erguida e ela ficaria no meio do perigo.

Experimentos abusivos eram feitos na escuridão da ignorância das pessoas de Avórdia, maus tratos e miséria ainda andavam pelos lugares e para muitos, assim como Estela, esses lugares não existiam. Talvez seria por isso que tanto os conselheiros como os soldados da guarda pessoal moravam no castelo, para não verem a úlcera que continuava aberta na sociedade. Será que todos lugares eram assim? Não, claro que não! E esses eram tratados como inimigos pelo Rei.

Estela se sobressaia por ser uma eximia guerreira, disciplinada, arisca e muito ágil em suas atitudes. Acontece que a partir de uma convocação do rei para uma missão que ela deverá ir, ela descobrirá que o rei não era exatamente como ela imaginou e que durante sua vida ela esteve dentro de uma bolha, sendo poupada por seus pais, onde não conhecia a realidade macabra, cruel e cheia de ambições do rei. Ela deverá usar todas as suas técnicas de defesa, pois o seu castelo de cartas está ruindo, e as cartas já estavam marcadas, ela terá que fazer seu próprio jogo criando estratégias e enfrentar para reverter a jogada. Será que a partida estava perdida ou ela ainda tinha cartas nas mangas para vencer?

Comentando...

Chocada!

Esse é um enredo distópico divino, narrado em primeira pessoa tão bem contado que tive a sensação durante a leitura que a protagonista me contava em confidência. O cenário apresenta muita luta, poder, sangue, articulações, traições e ganância, mas também nos envolve na solidariedade, no engajamento, na esperança e na fé dos personagens. Adorei a forma que foi conduzida toda a estória e sua ambientação. Difícil parar de ler esse livro, não quis me aprofundar muito nos personagens porque achei espetacular a construção de cada um e acredito que será uma experiência fabulosa para o leitor conhece-los.

O que me chamou muito a atenção foi a forma que a fé e a esperança são apresentadas no enredo, sempre com uma busca fora da religião, muito mais em como o ser humano se articula por conta própria e não induzido.

Rita, sua escrita me levou por caminhos diferentes que me surpreendeu, não imaginava o que me esperava nessa leitura fui atraída para dentro do enredo. Parabéns, por essa estória tão instigante. Quero ressaltar o capricho na escrita e na apresentação do livro, assim como a capa que foi um enigma para mim e adorei poder sorver o que me esperava.

Parabenizo a Editora Coerência pelo trabalho que apresenta aos leitores.

AGORA; fiquei chocada com o final maravilhosamente aberto que me deixou nocauteada, pois o gostinho de quero mais é eminente. Quero e preciso saber o que aconteceu...

Indicadíssimo!

Se ficou curiosa(o) adquira aqui seu exemplar. Aproveite e conheça os outros títulos da editora: https://ed-coerencia.lojaintegrada.com.br/castelo-de-cartas

@editoracoerencia

Contados da autora:

https://www.facebook.com/rfiacadori

@ritafiacadori

Informações Gerais

Castelo de Cartas – O Despertar

Autora Rita Fiacadori

Editora: Coerência

Pág.: 195

Ano: 2018 – 1ª edição

ISBN: 978-85-95327-127-6

Capa: Décio Gomes

Diagramação: Rafael Sales

Revisão: Talita Paes

Gênero: Literatura brasileira / Distopia

Fonte: Boa, com espaçamentos adequados.

Vamos apoiar a literatura brasileira!

É isso, beijos e tchau!

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